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Montreal sempre foi muito conhecida por ter o seu verão repleto de festivais e atividades ao ar livre. É muito comum você ver, nesta época do ano, várias ruas principais da cidade fechadas aos carros para acontecerem os mais variados tipos de eventos. Com isso, as pessoas podem se divertir e circularem à vontade, e a cidade se transforma em um enorme centro de entretenimento!
Neste final de semana estarei participando, com meus cartões e artigos de papel, de uma feira ao ar livre no Mile-End, uma região que para mim é uma das preferidas da cidade, bem próxima ao Plateau.
A feira será organizada por uma associação de bairro chamada Car Free Mile-End e será, neste sábado, fechado um trecho da Rua Saint-Viateur (da rua Jeanne-Mance até a Saint-Urbain) para acontecer, além da exposição e venda de produtos de designers e artesãos locais, várias outras atividades que serão gratuitas ao pedestre, como por exemplo música ao vivo, ateliês de ioga e de conserto de bicicletas (muito usadas por aqui aliás!) e muito mais.
Aqui está o poster do evento, com as informações. Se você estiver em Montreal ou região, vale a pena conferir!

E aqui, alguns dos meus cartões, que estarão disponíveis na feira:


Até mais!
Marcia
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Uma boa ideia para você poder fazer uma peça útil para armazenagem e que combine com o ambiente, seja ele o ateliê da sua casa ou sua cozinha, é usar uma peça de madeira básica para pintura que você possa customizar.
Usando como base uma técnica bem conhecida, a découpage, utilizei papéis de scrapbook para forrar as frentes das gavetas com as cores que combinam com meu ateliê em casa. As opções são infinitas e o resultado final fica diferente de quando se utiliza o guardanapo de papel para forrar a madeira.
Infelizmente, a peça que eu comprei faz parte de uma linha descontinuada da Ikea (uma pena pois era ótima, diga-se de passagem, o pessoal tinha muita criatividade e fazia de tudo com ela), mas você pode encontrar peças de MDF para pintura em várias lojas especializadas em artes e artesanato, como a Michaels, nos Estados Unidos, a Des Serres, no Canadá e a Casa da Arte, no Brasil (loja virtual e em São Paulo).
Escolhida sua peça, você precisará dos seguintes materiais:
- Cola branca (no Brasil eu utilizava a Cascorez, aqui uso uma equivalente da marca Armor Coat);
- Papéis de scrapbook ou cardstock na cor que você preferir. Ou ainda o clássico guardanapo de papel, se tem algum motivo que combine com seu ambiente…
- Estilete para cortar o papel no formato da frente;
- Lixa fina para madeira;
-Tinta látex branca (pode ser PVA ou o tipo que você tiver em casa, mas atenção: tem que ser fosca);
- Verniz acrílico fosco à base d’água.
A primeira coisa que você tem que fazer, caso não tenha vindo pronta, é montar a peça.

Após feito isso, pintá-la toda com tinta látex fosca na cor branca. Mesmo que você queira pintar sua caixa com alguma tinta látex colorida, é importante dar pelo menos uma boa demão de base de tinta na cor branca (principalmente onde você for fazer a découpage). Utilize sempre tinta fosca, já que depois fica melhor acabado se finalizado com verniz (principalmente por causa da parte colada de papel).

Depois, use a própria frente da gaveta como molde para desenhar e cortar com estilete os papéis de scrapbook. Passe cola branca na frente das gavetas (não muita e bem uniforme, do contrário poderá ficar todo enrugado o papel!) e acerte na madeira. Caso tenha ficado um pouco pra fora o papel, acerte na cola ou, se for muita diferença, utilize uma lixa fina para dar acabamento.
Após seco, passe uma demão de verniz acrílico fosco à base d’água na peça de madeira inteira, para dar o acabamento final. No Brasil eu utilizava o da marca Acrilex, aqui utilizei o Matte Interior Varnish da Delta Creamcoat (achei na Des Serres).
Caso você queira utilizar guardanapo de papel para forrar a frente, ao invés de cardstock, encontrei nesse blog algumas dicas para não deixar o papel enrugado que achei muito interessante! Preciso testar logo, mas parece ótima! :-)
O resultado final foi esse:

E, apenas aproveitando a deixa da foto acima, queria também falar da minha feliz aquisição, que foi este lindo arquivo de endereços. Ele é da designer Sharylin, da Lovely Design, que tem produtos muito fofos e originais. Muitos, como este arquivo, são feitos com found papers, que são papéis antigos ou pedaços de papel que seriam inutilizados, que ela encontra, coleciona e dá uma nova vida, através de suas pesquisas pelos mais variados lugares. Muito legal!

Até a próxima!
Beijos,
Marcia
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Assim como no dia 12 de junho comemoramos o dia dos namorados aí no Brasil, aqui no Canadá celebramos no dia 14 de fevereiro o Valentine’s Day. Não se sabe bem o motivo pelo qual no Brasil esta comemoração acontece em uma data diferente, mas como é véspera do dia 13/6, dia de Santo Antônio – o santo casamenteiro, então já dá para se ter uma ideia, hehe…
Mas voltando ao Valentine’s Day: este é um dia muito especial por aqui e, diferente do Brasil, além de ser o dia em que os namorados trocam presentes e cartões, é uma data para se celebrar o amor e carinho também junto às pessoas que convivem conosco e as quais temos afeto. Por aqui é muito comum trocar palavras, lembrancinhas feitas artesanalmente, flores e doces nas escolas, com amigos e até no trabalho. Por causa disso encontramos muitas decorações, guloseimas e materiais para artesanato (para confeccionar cartões e lembrancinhas fofas).
Inspirada nessa atmosfera romântica, eu, que AMO fazer minhas festinhas de aniversário com temas diversos, resolvi fazer uma Valentine’s day birthday party! :-) Ah! Eu sei que é uma mistura só, mas o que importa é que eu adorei fazer os convitinhos, lembrancinhas e organizar toda a decoração! Fiquei contente do meu aniversário ser pertinho desta data!
Fiz questão de fazer meus convites para enviar aos amigos. Utilizei apenas três tipos de papel, linhas de bordar para fazer a trama, impressora para imprimir o texto que fiz com esta fonte que eu adoro e tags com fitas e brads (com formato de botão)!


A festa ficou bem “romântica” :

E eu fiquei bem feliz!

Bom, mas enfim… Se vocês quiserem entrar no clima para os próximos dias dos namorados, existem muitas ideias legais pelos blogs afora, como por exemplo estas bandeirinhas fofas de decorar cupcakes e afins (que você pode preparar e dar como presente!), estes apoios para panelas para decorar sua cozinha ou estes mini presentinhos feitos com caixas de fósforos!
Um ótimo Valentine’s Day para todos, seja qual for o seu dia de comemorar!
Beijos,
Marcinha
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Iberê sempre brincou que um dia ele iria montar um restaurante “de comer com as mãos”, onde nós nos libertaríamos de todas nossas convenções sociais e passaríamos então a ter como regra o contrário, os talheres não existiriam.
Pois é, esse restaurante já existe! Em uma viagem à Washington, Iberê, sempre curioso, resolveu entrar em um restaurante típico africano, mais precisamente da Etiópia. E não foi que, para sua surpresa, lá se comia somente com as mãos! Ele gostou tanto da experiência, e da comida, que insistiu que fossemos um dia.
Aqui em Montréal existem três restaurantes típicos, mas um deles é muito conhecido e bem conceituado pela crítica: o Magdala, situado no centro e na rua Bishop, próximo à badalada Rue St. Catherine.

A comida autêntica etíope é servida sobre uma massa, um tipo de crepe, chamada Injera, feita a partir do cereal teff, muito importante na Etiópia. Há uma grande variedade de pratos, que vai desde o vegetariano até diferentes tipos de carnes. Tudo é muito bem temperado e picante e a comida, servida sobre o crepe, deve ser comida com as mãos. E você deve utilizar a massa para comer. Nadinha de talheres!
O restaurante é todo decorado com peças que parecem ser típicas e o ambiente é muito aconchegante (embora a decoração não seja, de longe, a minha preferência pessoal, hehe). A cadeira parece mas não é desconfortável! :-)

Depois disso você pode solicitar a cerimônia do café etíope (porque conforme-se: a parte de sobremesas é praticamente inexistente)! Segundo o restaurante, neste país o café é considerado afrodisíaco. Eles deixam ao lado das mesas um tipo de vaso cerâmico em brasas, com uma mistura de incensos e madeira perfumada, junto às xícaras, que são pequenos potes de porcelana. A cerimônia é seguida de rituais importantes, onde os grãos de café são queimados depois ele é fervido em um recipiente com cinzas de madeira. Depois, os grãos são rapidamente esmagados em um pilão, para não perder a essência do aroma. Depois do preparo, o garçon (todo mundo que eu vi por lá era nativo mesmo!) traz o café em um bule tradicional chamado la djabana junto a um pote com um pouco da brasa com incenso e… uma cumbuca com pipocas!! Pois é, muito interessante.


Vale a pena conferir! No fim das contas eu me dei conta que saímos das “nossas” formalidades sociais, mas que isso pode significar estar dentro de convenções de alguma outra cultura!
Beijos,
Marcia
Magdala
1222, rue Bishop
Montréal, QC - Canadá
514 866-7667
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Posted by Marcinha in Etc.
Faz quase dois meses que estamos morando em Montréal (eu+Ibere) e aqui é exatamente o que estávamos procurando para continuar nossas vidas. Embora seja uma das maiores metrópoles do Canadá, esta cidade é particularmente interessante. Ela é MUITO mais calma do que eu pensava (e estava acostumada), mas ao mesmo tempo tem uma movimentação bem singular.
Como cheguei praticamente no verão a cidade está em festa. É festival de jazz, ruas inteiras fechadas com eventos para os pedestres, dia de acesso livre aos museus… Enfim! É uma cidade para se viver bem, mas tranquilamente bem.
Nuit Blanche, com a Rua Mont Royal reservada apenas aos pedestres:
Jazz Festival:

Símbolo do Jazz Festival (e minha cara!):

Porém, como nem tudo é perfeito,e como eu já uma vida inteira no Brasil, é lógico que haviam as coisas as quais eu já estava acostumada e que gostava no meu país de nascença. Entre muitas delas importantes que eu não tenho mais tão acessível como tinha antes, como as pessoas que amo ao meu alcance por exemplo, há alguns aspectos do cotidiano que terei que aprender tudo de novo, como saber exatamente onde procurar os lugares que eu tenha mais afinidade. Seja um bom restaurante ou aquela lojinha diferente que eu consiga comprar um presente especial para alguém, o fato é que eu não conheço quase nada ainda do que esta cidade pode oferecer… Então o que tenho que fazer é bater perna por aí para conseguir, aqui, redescobrir o meu gosto e preferências.
É claro que tem suas desvantagens, como precisar de algo e não saber por onde começar, mas também é muito gostoso fazer este tipo de exploração! E eu gostaria de dividir isso. Então resolvi, de vez em quando, postar os lugares que encontro, com suas atribuições, claro. Assim, se algum dia vocês tiverem a oportunidade de conhecer esta linda cidade, poderão usufruir das experiências de alguém que precisou e teve mais tempo para isso!
Atualmente estou morando no Plateau, que é um lugar o qual me identifiquei muito! Se é que existe a possibilidade deste paralelo, esta região me lembra um pouco o Jardins misturado com a Vila Madalena. É um lugar para se passear a pé, pelas ruas de comércios e restaurantes, que são bem simpáticos.
Rua St. Denis, Plateau:

Desculpem o post gigante, mas como foi o primeiro me empolguei! No próximo post farei uma listinha dos lugares legais que já encontrei. =-)
Beijo!
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